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9 de agosto de 2016

Grupo de Dilma pessimista com votação do impeachment

O grupo do PT mais próximo à presidente afastada Dilma Rousseff está pessimista com a votação da segunda fase do impeachment no Senado, chamada de pronúncia, que vai começar na manhã desta quarta-feira. Contabilidade realista feita por senadores do PT indica que Dilma corre risco de não atingir sequer os 22 votos concedidos na votação de admissibildade, no mês de maio.

Há o reconhecimento que nesses dois meses o grupo não só não conseguiu reverter votos, como também perdeu antigos aliados. Entre as viradas reconhecidas no PT, estão a dos senadores peemedebistas Jader Barbalho (PA), Eduardo Braga (AM) e João Alberto (MA).

Helder Barbalho, filho do senador Jader, depois de ocupar ministério no governo Dilma, agora também está no primeiro escalão do governo Temer. 

O senador Pedro Chaves, que era suplente do senador cassado Delcídio do Amaral, também é considerado voto contrário a Dilma. O senador Cristovam Buarque, que Dilma tentou reverter, é outro que deve votar pelo impeachment.

Para interlocutores de Dilma, a maior baixa foi a de Renan Calheiros, presidente do Senado. Até então considerado aliado próximo de Dilma, ele mudou de posição nos últimos meses e se aproximou de Michel Temer. Mesmo que se abstenha na votação, Renan era considerado um articulador de peso para barrar o impeachment, enquanto ainda era aliado de Dilma.

Renan deve ser compensado com o Ministério do Turismo, que já foi reservado para um aliado seu. O nome mais forte até o momento é do deputado Marx Beltrão, que é réu no Supremto Tribunal Federal.


Fonte: Blog do Camarotti / G1

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