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12 de maio de 2016

Temer pede confiança e diz que manterá programas sociais em seu governo

O presidente em exercício Michel Temer durante cerimônia de posse de seu ministério realizada no Palácio do Planalto, em Brasília
O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), pediu a "confiança" da sociedade e defendeu a "pacificação" e "unificação" do País em seu primeiro pronunciamento como Presidente da República. Temer se tornou o 41º a exercer a função após a agora presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), ser obrigada a deixar o posto por decisão do Senado Federal.
"Minha primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra ‘confiança’. Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente. Na vitalidade da nossa democracia. Na recuperação da economia nacional", disse o peemedebista. "É urgente pacificar a nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional. O dialogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios e garantir a retomada do crescimento."
Interrompido em diversos momentos por aplausos de aliados, Temer reafirmou que não pretende interromper programas sociais que se tornaram marca das gestões do PT, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. O discurso do agora presidente durou cerca de vinte minutos em cerimônia realizada no fim da tarde desta quinta-feira (12) no Palácio do Planalto, seu novo local de trabalho.
"Sabemos que o Brasil ainda é um país pobre. Portanto reafirmo: Vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni e o Minha Casa Minha Vida são projetos que deram certos e, portanto, terão sua gestão aprimorada", anunciou Temer. "Precisamos acabar com o hábito de destruir o que foi feito pelos outros."
Ao anunciar as diretrizes econômicas que pretende adotar durante sua gestão, Temer defendeu a prática da "privatização" por meio da adoção de parcerias público-privadas, e apontou o ajuste das contas públicas como um dos pontos mais urgentes para reorganizar a economia do País.
"É imprescindível reconstruirmos os fundamentos da economia brasileira e melhorarmos significativamente o ambiente de negócio para o setor privado. Precisamos reestauruar o equilíbrio das contas publicas. E a primeira medida nessa linha é que já eliminamos vários ministérios da máquina publica", gabou-se o peemedebista. "Quero remover a incerteza introduzida pela inflação dos últimos anos. É com base no diálogo que adotaremos políticas adequadas para incentivar os setores de produção.""Teremos que incentivar de maneira significativa as parcerias público-privadas, na medida em que, ao Estado, compete cuidar da segurança, da saúde, da educação, dos espaços e setores fundamentais, que não podem sair da órbita pública. O restante deve ser compartilhado com a iniciativa privada", declarou.
Temer cobrou uma "base parlamentar sólida" no Congresso Nacional e defendeu as investigações da Operação Lava Jato. "Temos uma agenda difícil que será balizada de um lado pelo diálogo, e de outro pela conjugação de esforços. Para isso que nós queremos uma base parlamentar sólida que nos permita conversar com a classe política e com a sociedade. Executivo e Legislativo precisam trabalhar em conjunto."
Antes de seu pronunciamento, Temer deu posse à sua equipe ministerial, que será composta por 24 nomes (oito a menos que na gestão Dilma Rousseff). O PMDB é justamente o partido com o maior número de integrantes na nova composição do Planalto, com seis pastas. O PSDB, que até poucas semanas se mostrava reticente em relação a integrar a equipe de Michel Temer, irá comandar três ministérios.
Na madrugada desta quinta-feira (12), os senadores aprovaram, por 55 votos a 22, a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, decisão que obrigou a petista a se afastar do Palácio do Planalto por até 180 dias.
Pouco antes da cerimônia realizada no Planalto, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), presidente da comissão que analisa o processo contra Dilma, afirmou em entrevista coletiva que os senadores não pretendem utilizar todo o prazo de 180 dias para decidir sobre o retornou ou não da petista à Presidência da República.

Fonte: Ig.com

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