Páginas

28 de abril de 2016

Nutricionista esclarece os mitos e verdades sobre o sódio


Nutricionista esclarece os mitos e verdades sobre o sódio
Os brasileiros costumam consumir uma quantidade de sódio maior que a recomendada. Isso se deve, principalmente, à quantidade de sal acrescentada à comida durante e após o preparo. Muitas vezes, os mitos relacionados ao consumo deste ingrediente contribuem para o seu uso exagerado.

“Uma dieta equilibrada deve conter todos os tipos de alimentos, desde que sejam consumidos em quantidade adequada. A indústria alimentícia tem desenvolvido linhas de produtos com quantidade reduzida de sódio”, explica a nutricionista Márcia Gowdak.

Gowdak acrescenta: “algumas atitudes simples no dia a dia contribuem para reduzir o consumo elevado de sódio. O conhecimento da presença natural de sódio em alguns alimentos e a prática da leitura dos rótulos ajuda a controlar a quantidade ingerida”.

Para te ajudar a diminuir a quantidade de sal consumida, a nutricionista esclarece alguns mitos e verdades. Confira!

Sal e sódio são a mesma coisa

Mito – O sódio é apenas um dos componentes do sal de cozinha. No entanto, a maior fonte de sódio na alimentação é o cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha. O sódio contido no sal corresponde a cerca de 40% da sua composição. Além disso, o sódio está presente naturalmente em diversos alimentos.

O consumo excessivo de sal e sódio pode ajudar a desencadear doenças

Verdade – O consumo exagerado de sódio aumenta o risco de doenças cardiovasculares, tais como hipertensão arterial e suas complicações, incluindo o AVC (Acidente Vascular Cerebral). Além disso, pessoas com problemas renais ou cardíacos já estabelecidos podem sofrer agravamento do seu quadro com o consumo excessivo de sal.

Devo cortar o sódio do meu cardápio

Mito – É importante consumir sódio diariamente, pois a sua falta no organismo pode provocar sintomas como fraqueza, apatia, cefaleia, hipotensão, taquicardia e alucinações. Porém, é importante considerar que o sódio está presente naturalmente nos alimentos e que devemos reduzir a quantidade de sal, conforme a recomendação de seu médico ou nutricionista.

Normalmente, as pessoas consomem uma quantidade muito maior de sódio do que a recomendada

Verdade – A Organização Mundial da Saúde (OMS) e Sociedade Brasileira de Hipertensão recomendam o consumo de 5g de sal (aproximadamente 2g de sódio) por dia. No entanto, o consumo médio no Brasil varia entre 9 e 12g por dia, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nutrição (SBAN).

Muitos temperos dispensam o uso de mais sal

Verdade – Temperar alimentos com ervas, cebola, alho, caldos em cubo e tempero em pó, por exemplo, dispensam o uso de mais sal, pois já conferem sabor à comida.

Tirar o saleiro da mesa ajuda a diminuir o consumo diário de sódio

Verdade – Algumas atitudes simples, como tirar o saleiro da mesa, ajudam a evitar o excesso de sal. O acréscimo de sal durante e depois da preparação corresponde a cerca de ¼ do sal da comida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nutrição (SBAN).

Os rótulos devem indicar a quantidade de sódio

Verdade – É obrigatório constar nos rótulos dos alimentos a quantidade de sódio presente no produto ou na porção especificada. Para os alimentos que serão utilizados como ingredientes em preparações, como caldos e temperos, é preciso considerar que será diluído, e a quantidade consumida será menor. Portanto, é preciso calcular a quantidade presente apenas na quantidade que você vai ingerir. Se estas recomendações não forem seguidas, o produto final será alterado no sabor e no teor de sódio.

Doces não contêm sódio

Mito – Praticamente todos os alimentos possuem alguma quantidade de sódio. É importante considerar que das 5g de sal recomendadas diariamente para o consumo, cerca de 2g de sal estão naturalmente presentes nos alimentos e os 3g restantes devem ser consumidos por meio do sal que adicionamos em nossas refeições.

Frutas também contêm sódio

Verdade – Muitas pessoas não sabem, mas algumas frutas contêm sódio naturalmente, como é o caso da ameixa, da uva seca, do figo seco e do damasco seco.


Fonte: Imirante.com

Nenhum comentário: