Páginas

6 de abril de 2016

Medicamento com ação inédita contra câncer de pulmão chega ao Brasil

O câncer de pulmão é considerado um dos mais letais, uma vez que sua detecção é feita em estágios tardios da doença
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para tratar câncer de pulmão. O nivolumabe é indicado para pacientes com câncer de pulmão localmente avançado ou metastático (que espalhou pelo corpo). O medicamento também recebeu o aval do órgão para tratar pessoas com melanoma metastático.

O nivolumabe - remédio que bloqueia uma proteína chamada PD-1, permitindo que o sistema imunológico localize e destrua as células cancerosas - é o primeiro tratamento da classe dos imuno-oncológicos disponível no Brasil para pacientes com este tipo de tumor. Segundo os resultados dos estudos o novo remédio oferece a possibilidade de atingir até o dobro da sobrevida em comparação ao tratamento disponível atualmente no mercado.

O objetivo da imunoterapia é curar a doença pela estimulação do sistema imunológico do paciente. Conhecida há cerca de cinquenta anos, ela só começou a apresentar resultados satisfatórios há pouco tempo, quando os cientistas ganharam mais conhecimento sobre o funcionamento do sistema imunológico. Descobriu-se que alguns componentes que impedem as defesas do organismo de funcionar com força total precisariam ser inibidos para o combate eficaz aos tumores.

O nivolumabe, que já havia sido aprovado na Europa e nos Estados Unidos, será vendido no Brasil com o nome comercial Opidivo. Segundo a Bristol-Myers Squibb, biofarmacêutica responsável pela produção do remédio no país, o preço da droga no mercado brasileiro ainda não está definido.

Câncer de pulmão - De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que entre2016 e 2017 haverá 28.190 novos casos de câncer de pulmão no país. Um estudo conduzido pela Sociedade Americana do Câncer em parceria com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), aponta que o câncer de pulmão é a principal causa de morte pela doença entre homens e mulheres em países desenvolvidos.


Fonte: Veja.com

Nenhum comentário: