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3 de março de 2016

O valor de um professor

Cláudia Brandão
O professor é o profissional que nos acompanha desde os primeiros anos até a idade adulta. E as lições que ele nos ensina ficam como bagagem para toda a vida. São os responsáveis por formar os futuros profissionais e, também, os futuros cidadãos. Sim, porque o verdadeiro mestre não dá aulas apenas do conteúdo programático, mas repassa valores que vão nortear nosso comportamento em todas as circunstâncias. Por isso mesmo, deveria ser um profissional extremamente valorizado e respeitado. Mas não o é.

De maneira geral, ganham muito pouco para o tamanho da responsabilidade que carregam. E, além do incentivo financeiro,falta-lhes também reconhecimento e até mesmo segurança para trabalharem em algumas regiões mais violentas. Aqui mesmo em Teresina, há casos de professores que solicitam a remoção da escola onde lecionam por conta das ameaças e agressões sofridas por alunos e por bandidos, que já não respeitam sequer o espaço que deveria ser sagrado.

O embate, mais uma vez, chegou ao extremo, com a greve dos professores da rede estadual de ensino. Não é a primeira vez e, certamente, não será a última. O Ministério da Educação estabeleceu o piso salarial de R$ 2.135,64 para professores que trabalham em regime de 40h. O Governo determinou que pagaria o piso de R$ 1.935,00, mais a regência, no valor de R$ 260, somando R$ 2.195. Os professores argumentam que a regência não pode ser vinculada ao vencimento.

Com o impasse posto à mesa, os professores decidiram paralisar as atividades e os alunos da rede estadual estão sem aulas até agora, em completa desvantagem com os alunos que estudam em escolas particulares. Infelizmente, na definição de prioridades, a educação não ocupa o lugar que merece, assim como a saúde. E o resultado é uma geração comprometida pela formação de baixa qualidade, que sofrerá as consequências futuras na hora de ocupar uma vaga no mercado de trabalho. Enquanto os professores não forem tratados como peça fundamental no desenvolvimento de um estado, ficaremos atrelados ao subdesenvolvimento e à pobreza crônica.


Por: Cláudia Brandão / Cidade Verde.com

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