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23 de março de 2016

Desemprego atinge 8,2% e tem maior taxa para fevereiro desde 2009

Carteira de trabalho
O desemprego no Brasil atingiu 8,2% em fevereiro, índice maior do que o registrado em janeiro, de 7,6%, e também superior ao visto em fevereiro de 2015, de 5,8%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira. O resultado foi o maior para o segundo mês do ano desde 2009, quando chegou a 8,5%. Considerando todos os meses, é a mais elevada desde maio de 2009, quando ficou em 8,8%.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) abrange o mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do país. A expectativa em pesquisa da Reuters era de que a taxa chegaria a 8,1% por cento no mês na mediana das previsões.

Em fevereiro, a população desocupada cresceu 7,2% em relação a janeiro e alcançou 2 milhões de pessoas. Já na comparação com o mesmo mês de 2015, o aumento foi de 39%. Já a a população ocupada foi estimada em 22,6 milhões, uma queda de 1,9% em relação ao mês anterior e de 3,6% sobre fevereiro do ano passado.

Já o rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em 2.227 reais. Este resultado ficou 1,5% menor do que o estimado em janeiro (2.262 reais) e 7,5% abaixo do apurado em fevereiro de 2015 (2.407 reais).

Entre os setores, o comércio foi a atividade que mais dispensou, com queda de 3,9% no número de trabalhadores em relação a janeiro, ou 177 mil pessoas demitidas.

"A notícia desfavorável que ficou evidente foi a queda na ocupação. São cortes mesmo. Além daqueles setores que já vinham dispensando, como construção e indústria, vimos agora dispensas no comércio", destacou a técnica da pesquisa no IBGE, Adriana Beringuy.

O mercado de trabalho sofre desde o ano passado com a forte recessão na qual o Brasil está mergulhado, sem perspectiva de melhora em breve já que a pesquisa Focus do Banco Central aponta expectativa de contração econômica de 3,60% este ano.

Esta foi a última divulgação da PME, que agora será substituída pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mais abrangente. Pela Pnad Contínua, o país chegou ao fim de 2015 com 9,1 milhões de desempregados e taxa de desemprego de 9% no quarto trimestre.


Fonte: Veja.com

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