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23 de janeiro de 2016

Diabéticos têm de redobrar cuidados com a visão

No Brasil, 12 milhões de pessoas sofrem de diabetes. A doença oferece um risco alto de perda de visão – embora haja prevenção através de tratamentos regulares. O problema é que muitos pacientes simplesmente se esquecem de fazer um acompanhamento oftalmológico. Como a retinopatia diabética costuma atingir três em cada dez portadores da doença, pode levar à perda total da visão se não for tratada a tempo.
De acordo com o oftalmologista Renato Neves, o paciente diabético deve dilatar a pupila todos os anos e se submeter a um exame ocular bastante minucioso. Quando esse cuidado é levado à risca, costuma prevenir 95% da perda de visão relacionada ao diabetes.
“Assim que a pessoa se torna diabética, pode apresentar problemas de visão a qualquer momento. Daí a importância de um acompanhamento oftalmológico frequente. Como o comprometimento da retina pode ser assintomático, sem alterações na qualidade da visão, o exame de fundo de olho é fundamental para detectar pontos e vasos sanguíneos propensos a romper e desencadear hemorragia”, diz Neves.
Embora estudos realizados nos últimos anos apontem para o sucesso das injeções intravítreas de antiangiogênicos em pacientes com retinopatia diabética, o médico alerta que em casos raros pode haver complicações, como descolamento da retina, formação de catarata e aumento ou redução da pressão intraocular. “O principal papel dos antiangiogênicos é a interrupção da perda de visão. Embora seja difícil recuperar a visão perdida, as injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa acabe ficando cega. Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino”.
O tratamento com injeções de antiangiogênicos precisa ser repetido em intervalos regulares para atingir resultados duradouros. “O paciente deve usar colírios antibióticos durante cerca de trinta dias. Ensaios clínicos demonstram melhora em até 34% da visão central e estabilização da visão em 90% dos casos. Por isso, vem sendo considerado um método altamente eficaz”, diz o especialista.

Fonte: Imirante.com

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