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3 de dezembro de 2015

Sindepol emite nota de apoio a movimento Polícia Legal


O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Piauí (Sindepol) emitiu, na tarde desta quinta-feira (03), uma nota em apoio aos policiais militares do estado que tiveram as prisões decretadas por serem considerados líderes do movimento "Polícia Legal", deflagrado no último sábado (28).

Em nota, o sindicato ressaltou que “a busca por melhores salários e estrutura não pode ser vista como ato de insubordinação, mas sim de recomposição da dignidade que deve haver no exercício de qualquer atividade remunerada”. 

O sindicato também destacou que a atitude dos policiais militares que faz parte do movimento“Juntos Somos Mais Fortes” e tem como objetivo pressionar o Governo do Estado na reivindicação de direitos trabalhistas, está dentro dos parâmetros constitucionais.

Confira a nota na íntegra!
“O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Piauí vem manifestar apoio aos policiais militares do Piauí que tiveram as prisões decretadas, apesar das mesmas terem se dado em consonância com a legislação vigente, a qual hoje é retrógrada e ineficaz. 

A busca por melhores salários e estrutura não pode ser vista como ato de insubordinação, mas sim de recomposição da dignidade que deve haver no exercício de qualquer atividade remunerada. Portanto, se situa dentro dos parâmetros constitucionais.

É inadmissível que em pleno ano de 2015, décadas depois do golpe militar de 1964, lideranças possam parar atrás das grades, tratados como bandidos, apenas por reivindicar condições dignas e mínimas de trabalho.

Toda e qualquer autoridade deve usar, antes de tudo, do bom senso. A lei não pode ser vista e aplicada de maneira restritiva, para atender interesses governamentais. Ela deve sim, de maneira ampla, atender a sociedade. E o Estado deveria fornecer meios para garantir segurança à população, e não amordaçar quem tem coragem de denunciar suas falhas.”

Protestos 
Os policiais que aderiram ao movimento Polícia Legal realizaram, no final da tarde desta quarta-feira (02), uma manifestação, que teve início em frente ao Tribunal de Justiça e saiu em passeata até a Igreja São Benedito, na Avenida Frei Serafim. No decorrer do protesto, os manifestantes realizaram uma homenagem aos policiais militares e agentes de segurança que morreram em serviço nesse ano. 
Início do protesto (Imagem:Francisca Pinto/GP1)
Adesões ao movimento 
As guarnições do 2° Batalhão da Polícia Militar de Parnaíba e o batalhão CIPTUR da cidade de Luís Correia reduziram os trabalhos e passaram a atender, apenas, ocorrências graves desde o dia 28 de novembro. As viaturas das guarnições ficaram totalmente paradas. 

O movimento já conta com a adesão de policiais do 5º BPM, 8º BPM, 9º BPM, 6º BPM, 13 BPM além de batalhões da cidade de Picos, São João do Piauí, Oeiras, Floriano, Piripiri, Campo Maior, Água Branca, São Miguel do Tapuio, Parnaíba, Altos, São Raimundo Nonato, entre outras cidades.


Fonte: GP1

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