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20 de setembro de 2015

Pesquisadores identificam proteína que impede que quimioterapia atinja o tumor

Foi encontrada uma forma de "amolecer" os tumores antes de atingi-los com quimioterapia, de modo em que ela se torne mais eficaz. Os pesquisadores que descobriram a técnica fazem parte da Universidade de Manchester. A pesquisa, que foi publicada no periódico Cancer Cell, mostrou que o câncer se torna resistente aos remédios mais usados por meio de uma proteína específica, que pode ser usada como "alvo" para vencer as defesas do tumor.
Anulando proteína que
Os estudiosos se concentraram em um grupo de remédios derivados da planta Taxus brevifolia, usados para tratar diversos tumores, entre eles aqueles de mama e de ovário - e procuraram entender como funcionavam. Analisando o crescimento das células cancerígenas em laboratório, puderam demonstrar como esses remédios induziam as células tumorais a "se suicidar". 
Resposta aos remédios
Ao mesmo tempo, os pesquisadores descobriram uma diferença essencial entre os tumores que respondem aos remédios e aqueles que são resistentes: nas células resistentes à terapia, há, de fato, altos níveis de uma proteína chamada Bcl-xL, em que os efeitos podem ser neutralizados pelos novos medicamentos que estão em desenvolvimento agora. 
"Potencialmente, se combinamos a proteína com os remédios derivados da planta Taxus brevifolia, é possível pegar os tumores resistentes e deixá-los mais sensíveis aos remédios. Esses novos inibidores, essencialmente, amolecem as células tumorais, de modo em que quando as células tumorais venham a ser tratadas, é mais fácil que elas morram", diz Stephen Taylor, um dos pesquisadores.

 Eficiência

Segundo o estudo, os remédios em desenvolvimento podem ser capazes anular essas resistências fazendo com que a quimioterapia seja mais eficaz, mesmo se essa abordagem ainda não tenha sido ainda testada em pessoas.
Por isso, os pesquisadores querem agora testar esse novo método em um grupo de pessoas com câncer, em vez de animais. De toda forma, não faltam os temores, como aquele de deixar os tecidos saudáveis mais vulneráveis à quimioterapia e aumentar o risco de efeitos colaterais. 

Fonte: Ig.com

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