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13 de agosto de 2015

Vacina contra a dengue só sai 'lá para 2018', diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante entrevista ao programa 'Bom dia, ministro' (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta quinta-feira (13) que o Brasil só deve ter uma vacina contra a dengue “lá para 2018”. De acordo com ministro, o sucesso da vacina ainda depende de avanços dos laboratórios que desenvolvem pesquisas na área – incluindo o Instituto Butantan, em São Paulo, e Fiocruz, no Rio de Janeiro.

“O que nós aguardamos agora é o desenvolvimento de uma vacina segura contra a dengue. Não há uma expectativa imediata. As melhores chances que nós temos dão conta de que nós poderemos, se tudo der certo com as pesquisas que os cientistas estão fazendo (...), para ter uma vacina segura para todos os brasileiros, nós estimamos que lá para 2018. Insisto: se tudo der certo na pesquisa”, afirmou.

A declaração foi dada durante participação de Chioro no programa “Bom dia, ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência.

O Butantã recebeu no último dia 6 aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para iniciar a fase 3 de estudo clínico da vacina nacional, que é desenvolvida em parceria com Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A fase 3 é a última antes de o produto ser submetido à avaliação das agências regulatórias.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o pedido do Instituto Butantan foi aprovado por unanimidade e foi a primeira vez que a comissão autorizou um organismo geneticamente modificado (OGM) para uso humano.

Para o início desta fase, ainda faltam as aprovações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). O desenvolvimento desta vacina é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

A vacina do Butantan é a iniciativa brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento, mas há outras iniciativas em andamento no mundo. A pesquisa mais adiantada é a da farmacêutica Sanofi Pasteur. O laboratório já concluiu a fase 3 de pesquisa clínica e submeteu o produto à avaliação da Anvisa em março.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está envolvida em dois projetos de desenvolvimento de vacina. A farmacêutica japonesa Takeda também está na corrida pelo desenvolvimento de uma vacina contra dengue.A vacina do Butantan é a iniciativa brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento, mas há outras iniciativas em andamento no mundo. A pesquisa mais adiantada é a da farmacêutica Sanofi Pasteur. O laboratório já concluiu a fase 3 de pesquisa clínica e submeteu o produto à avaliação da Anvisa em março.

Mais Médicos
O ministro falou ainda sobre avanços do Mais Médicos nos municípios onde o programa está implantado. “Já tivemos nas cidades onde o Mais Médicos está funcionando uma redução de 4% no número das internações, que são sensíveis à atenção básica.”

O número de pessoas que não precisaram se internar chegou na ordem de 8%. Isso significa que mais de 110 mil pessoas deixaram de ser internadas no ano passado por conta do Mais Médicos"
Arthur Chioro, ministro da Saúde
De acordo com ele, o programa ajuda a desafogar a rede pública de saúde. “O número de pessoas que não precisaram se internar chegou na ordem de 8%. Isso significa que mais de 110 mil pessoas deixaram de ser internadas no ano passado por conta do Mais Médicos”, disse.


Vacinação contra a pólio Chioro lembrou ainda da campanha de vacinação contra a paralisia infantil, que tem início neste sábado. Em todo o país, mais de cem mil postos de vacinação estarão funcionado no primeiro dia de campanha, disse o ministro.

A campanha vai até 31 de agosto. Depois de sábado, a vacina estará disponível nos centros de saúde de cada município. Durante a campanha, os pais devem levar as cadernetas de vacinação dos filhos.

"É muito importante que o papai e a mamãe, os responsáveis pelas crianças, compareçam ao posto de vacinação, porque os nossos agentes de saúde, nossos médicos, enfermeiros vão aproveitar para ver se há alguma vacina atrasada", disse o ministro.

A rede pública de saúde brasileira oferece as 14 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para imunização da população. As últimas a serem acrescentadas ao calendário oficial foram as contra HPV, hepatite A e difteria e tétano para gestantes.


Fonte: G1

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