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17 de agosto de 2015

Seis líderes de seita religiosa são presos em operação da Polícia Federal


Seis líderes de uma seita religiosa foram presos durante uma operação realizada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (17) em propriedades rurais em Minas Gerais, São Paulo e Bahia. A seita conhecida como "Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca", é acusada de manter fiéis em situação análoga à escravidão.

Segundo a PF, o pastor que é um dos principais líderes da seita foi preso em Pouso Alegre (MG). Além disso, foram bloqueados bens dos membros da alta cúpula, entre eles, 39 imóveis em MG e BA, e mais de 100 veículos.

Ainda de acordo com os policiais, as vítimas eram pessoas com fragilidade emocional, que eram convencidas a partir para uma mudança total de vida. Assim que chegavam às fazendas da seita, os fiéis tinham que assinar um termo de doação de todos os bens que possuíam e passavam a trabalhar para a seita sem receber salários.
Integrantes de seita estão sendo levados para sede da Polícia Federal em Varginha (Foto: Ernane Fiuza / EPTV)
A operação
Ao todo, estão sendo cumpridos 129 mandados judiciais, entre eles seis de prisão temporária, seis de busca e apreensão e 47 de condução coercitiva, além de 70 mandados de sequestro de bens, envolvendo imóveis, veículos e dinheiro.

No Sul de Minas, os mandados expedidos pela 4ª Vara Federal em Belo Horizonte (MG) estão sendo cumpridos nas cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas e Lavras. Além de Minas Gerais, também há mandados sendo cumpridos em São Paulo e nas cidades baianas de Carrancas, Remanso, Marporá, Barra, Ibotiram e Cotegipe.

Os envolvidos podem responder por tráfico de pessoas, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Investigações
As investigações apontaram que os dirigentes da seita religiosa estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas do Sul de Minas, onde desenvolviam suas atividades e rituais religiosos.

Os fiéis, ao ingressarem na seita, eram convencidos a doar seus bens sob o argumento da convivência em uma comunidade onde tudo seria de todos. Em seguida, eles eram obrigados a trabalhar sem qualquer pagamento.

Segundo a PF, a estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte desse patrimônio teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.


Fonte: G1

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