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12 de agosto de 2015

Poupada do Pan, Sarah Menezes aposta alto em suas chances no Mundial de Judô

Fora da competição de Toronto, piauiense cumpriu uma preparação especial, de olho no primeiro degrau do pódio no Cazaquistão. Em Mundiais, a ligeiro já conquistou três bronzes

Sarah vibra com vitória sobre a sul-coreana Mi Sol Kim no Mundial de 2013
Sarah Menezes não faz aquele tipo de atleta "fominha", que está sempre sedento por competições. A campeã olímpica dos Jogos de Londres parece não ter sentido nenhuma falta de lutar nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. "Para mim foi ótimo (ficar fora). Fiquei muito mais tranquila e pude reorganizar minha preparação, trabalhar bastante junto com a minha psicóloga, trabalhar física, tática e tecnicamente", diz a judoca piauiense. Sarah ficou quase um mês treinando no Rio, no Instituto Reação, criado pelo também medalhista olímpico Flavio Canto, sob a orientação da treinadora japonesa Yuko Fujii, da seleção brasileira. 
Essa preparação especial deixou Sarah bastante confiante a respeito de suas possibilidades no Mundial de Astana, no Cazaquistão, que começa no próximo dia 24. A delegação brasileira está viajando nesta quarta-feira para a Europa, para um período de treinamentos em Saint Genevieve, na França.
"Lá no Mundial eu espero ser campeã. Não quero mais nada", diz Sarah, que não se contenta apenas com pódio no Mundial. Ela já conquistou três bronzes, nas edições de 2010, 2011 e 2013. Em 2014, em Chelyabinsk, foi despachada logo na primeira luta pela francesa Amandine Buchard, de 19 anos.
Com a psicóloga, Sarah se esforça para aprender a lidar com as próprias expectativas. "Eu procuro amenizar a ansiedade, ter mais controle sobre isso". Ela chegou a ficar nove meses sem conquistar nenhuma medalha no Circuito Mundial. Deu fim a esse jejum de conquistas em grande estilo, com vitória na final sobre a competente argentina Paula Pareto, vice-campeã mundial e segunda colocada no ranking. Sarah hoje é a décima nessa listagem.
Como a Federação Internacional de Judô permite que mais de um judoca de cada país seja inscrito em algumas categorias de peso, o Brasil será representado na ligeiro feminina (até 48kg) por Sarah e pela paulista Nathália Brígido, 28ª do ranking mundial.
As duas melhores brasileiras da categoria têm um relacionamento próximo, e Nathália recebeu até algumas dicas e orientações da campeã olímpica, o que contribuiu para que conquistasse o bronze no Pan de Toronto. "Acho que a Nathália cumpriu um papel muito bom no Pan", afirma Sarah.

Fonte: Ig.com

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