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25 de julho de 2015

Policiais do PI podem receber bônus de até R$1,5 mil ao apreender arma

O governador do Piauí, Wellington Dias, sancionou a Lei 6.686/2015 que determina o pagamento de uma bonificação para policiais que apreenderem armas ilegais no Estado. Os valores das armas variam de R$ 300 a R$ 1,5 mil dependendo do potencial do armamento e das circunstâncias da apreensão.

A medida é recente, mas já tem gerado uma certa polêmica entre representantes dos policiais e especialistas em segurança pública.

Conforme a lei, para receber o valor, o policial militar ou civil deverá apresentar a arma na Unidade de Polícia Judiciária referente ao local da apreensão, onde o inquérito policial será instaurado. O pagamento será realizado na primeira folha de pagamento após o requerimento do bônus.

Segundo dados da Polícia Civil do Piauí, cerca de 70 armas são apreendidas em média por mês no estado e estes armamentos são usados em assaltos ou homicídios.

A lei não foi bem recebida por uma das associações que representam os policiais militares. O receio é de que o governo fique sem dinheiro para pagar os bônus.

“Vai chegar o dia em que o governo não suportará mais e vai ter fim esta lei. Seria melhor que ao invés de dar uma gratificação por apreensão de cada arma, rever a questão do quadriênio que aumentaria o subsidio do soldado ao coronel, bem melhor para o policial militar”, falou Agnaldo Oliveira, presidente da Associação de Cabos e Soldados do Piauí.

Para o especialista em segurança pública, Arnaldo Eugênio e representante da ONG Desarma Brasil, o projeto é positivo e pode retirar várias armas das ruas. “Dizer que isso resolveria o problema da violência seria um pouco difícil, até porque boa parte dessas armas volta a circular novamente”, opinou.

“O pagamento do bônus é uma espécie de reconhecimento ao trabalho do policial. Não que esse não seja seu dever, mas dessa forma estabelecemos metas de trabalho e estimulamos nossos policiais”, destacou o secretário estadual da Segurança Pública, Fábio Abreu.

Um decreto governamental será expedido no prazo máximo de 30 dias para estabelecer as regras de aplicação da lei, embasado no Estatuto do Desarmamento.


Fonte: G1 / PI

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