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10 de julho de 2015

Confirmados dez casos da síndrome de Guillain-Barré

De janeiro deste ano até essa quinta-feira (9), foram registrados dez casos da síndrome de Guillain-Barré no Maranhão, de acordo com a Secretaria do Estado da Saúde (SES).

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. A síndrome, também, é conhecida como Polirradiculopatia Desmielinizante Inflamatória. Ela afeta neurônios que saem da medula espinhal e causa a perda de bainha de mielina, além de reação inflamatória devido ao ataque das células de defesa do organismo.

A doença não tem uma causa definida. Normalmente, o paciente pode apresentar, algumas semanas antes da doença se instalar, quadros de infecção. No Maranhão, dos dez casos confirmados da doença, seis pacientes relataram ter apresentado sintomas do zika vírus ou dengue, há 20 dias antes da síndrome de Guillain-Barré se manifestar. Assim, a síndrome de Guillain Barre ocorre após uma infecção viral ou bacteriana.

É uma doença não transmissível, que afeta os nervos motores e a pessoa acometida pode ter paralisia, porém, sem perda de sensibilidade. Os principais sintomas da doença são: fraqueza muscular, formigamento, sensação de “comichão na pele”, desequilíbrio e paralisia. Os sintomas começam pelas pernas, podendo em seguida irradiar para o tronco, braços e face. 

A síndrome pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando apenas leve fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia total dos quatro membros em outros. O principal risco da doença está nos casos em que há acometimento dos músculos respiratórios e da face, provocando dificuldade para respirar, engolir e manter as vias aéreas abertas. Nesse último caso, a síndrome pode levar à morte por insuficiência respiratória. 

De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), o Sistema Único de Saúde (SUS) tem 35 procedimentos para tratamento da síndrome. A medicação mais utilizada é a base imunoglobulina.

Por meio da Superintendência de Vigilância Epidemiológica, a SES, com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), realiza, permanentemente, a investigação
de paralisias flácidas agudas, seguindo normas estabelecidas pelo MS para identificação de possíveis casos de Poliomelite. Apesar da doença já ter sido erradicada no Brasil, a vigilância é constante em virtude de focos da polio, ainda, existirem em países do continente africano. Esse mesmo sistema de identificação permite visualizar outras síndromes neorológicas, dentre as quais está a Guillain-Barré. 

A população deve manter os cuidados para evitar a dengue, zika e chicungunya, principalmente não deixando água parada para que não haja proliferação do mosquito Aedes Aegypt. Dessa forma, pode-se evitar essas doenças e suas complicações.

É importante procurar um hospital, imediatamente, assim que surgirem os primeiros sintomas da síndrome de Guillain-Barré. A doença tem cura, mas precisa ser tratada no início.



Fonte: Imirante.com

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