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15 de junho de 2015

Três medicamentos inovadores contra hepatite C serão incluídos no SUS

Hepatite: a doença é caracterizada por uma inflamação do fígado, que pode ser causada por infecções (virais, bactérias), pelo uso de álcool, de medicamentos e de drogas ou por doenças hereditárias ou autoimunes
O Sistema Único de Saúde (SUS) irá oferecer, ainda este ano, um conjunto de três remédios inovadores no tratamento de hepatite C crônica, doença que afeta o fígado. A nova terapia, composta pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, tem uma taxa de cura de 90% e é administrada por via oral. Os remédios atuais são injetáveis. Além disso, as novas pílulas têm a vantagem de reduzir o tempo de tratamento, que hoje é de cerca de um ano, para três meses.

As medicações foram aprovadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias e, de acordo com o Ministério da Saúde, estarão disponíveis a partir do segundo semestre deste ano. O trio representa um avanço considerável no tratamento da doença e já vêm sendo utilizado em países da Europa, no Japão e Canadá.

"A principal revolução desses novos medicamentos é que eles garantem um percentual de cura inimaginável se comparado aos tratamentos do passado, quando a chance de cura variava entre 50 e 70%", explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. "Outra vantagem é que o tratamento poderá ser usado em pacientes que não obtiverem sucesso com nenhuma das outras terapias disponíveis."

Hepatite C - A hepatite C é uma doença silenciosa, causada pelo vírus HCV. A transmissão ocorre por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material para preparo e uso de drogas, compartilhamento de objetos pessoais - como lâminas de barbear e depilar ou alicates de unha -, além de outros objetos que furam ou cortam e estejam contaminados.

O Ministério da Saúde estima que entre 1,4 a 1,7 milhão de pessoas no Brasil podem ter tido contato com o vírus, sendo a maior parte na faixa etária dos 45 anos ou mais.



Fonte: Veja.com

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