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27 de maio de 2015

Presos se rebelam em delegacias insatisfeitos com quentinhas

Pelo menos quatro delegacias de Fortaleza-CE, registraram princípios de motins causados por detentos insatisfeitos com as quentinhas que são entregues nas unidades da Polícia Civil. Os registros ocorreram nos bairros Pirambu (7º Distrito Policial), Cidade dos Funcionários (13º DP), São Cristóvão (30º DP), Conjunto Ceará (12º DP) e Centro (Delegacia de Capturas). 
Um inspetor da Polícia Civil, que preferiu não se identificar, explica que o problema com as quentinhas começou após a troca da empresa que fornece a alimentação dos presos, no início de maio.
O inspetor ressalta que, na sexta-feira, 22, as quentinhas chegaram com uma linguiça para cada preso, o que gerou revolta nos detentos. Já na manhã de ontem, a insatisfação se agravou, porque a comida chegou sem nenhum tipo de carne. No prato, havia arroz, farofa e feijão.
Outro “desleixo” da empresa citado pelo policial civil foi o não cumprimento dos horários de alimentação. O almoço, que deveria ser entregue ao meio-dia, tem chegado na delegacia às 9 horas. Já o jantar, que deveria ser entregue por volta das 19 horas, chega às 14 horas. O tempo de espera seria o suficiente para a comida azedar. Além das quentinhas, o policial diz que os funcionários responsáveis pela entrega da comida não usam farda, o que interfere na segurança.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol), Gustavo Simplicio, informou que o problema tem gerado uma indisposição dos presos com os policiais e teme pela segurança dos profissionais. “Eles se revoltaram em várias delegacias. Quando ocorre um problema desses, o preso se revolta”. No último fim de semana, duas tentativas de fuga foram registradas. No 13º DP, presos tentaram fugir durante a entrega das refeições. Um deles foi baleado por um policial civil, que conteve a fuga.
Simplicio critica o investimento que tem sido feito na alimentação. “A minha pergunta é quanto custa uma quentinha desse porte, com arroz, feijão e farinha?”, questiona.
Segundo o diretor do Departamento Administrativo Financeiro da Polícia Civil, Everardo Lima, a empresa foi contratada por meio de licitação em um pregão eletrônico e ganhou depois de apresentar o menor preço. O novo fornecedor assumiu o serviço no último dia 1ª e, desde então, foi notificado três vezes pela Polícia Civil, pois não estava atendendo à demanda. Ainda conforme o departamento administrativo, a Polícia está adotando medidas para realizar a troca da empresa.

Fonte: O Povo Online

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