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14 de maio de 2015

Policiais se sensibilizam, pagam fiança e fazem compras para homem que roubou comida para filho

bApós uma tentativa de furto de 2kg de carne, policiais civis se comoveram com a história de um ladrão e resolveram pagar sua fiança. O caso ocorreu em Santa Maria, no Distrito Federal. O suspeito contou em depoimento  que se confundiu com as datas e achou que já tivesse caído na conta os R$ 70 que recebe mensalmente do programa Bolsa Família. Ele foi então ao comércio comprar pão, muçarela, mortadela e carne.
Quando estava no caixa para pagar as compras, o homem descobriu que o valor que tinha era apenas R$ 14 de saldo, o que seria insuficiente pois os 2 kg de carne custavam R$ 26, então tentou esconder o alimento na bolsa. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento e o dono, após não aceitar as desculpas do ladrão, acionou apolícia.
De acordo com o agente do caso, Ricardo Machado, o suspeito desmaiou pouco depois de chegar à delegacia. Questionado se estava bem, o homem respondeu que estava havia dois dias sem comer, porque deixou o filho de 12 anos consumir sozinho o pão que restava em casa. O suspeito ainda contou ter perdido o emprego com carteira assinada por ter precisado acompanhar a mulher nos oito meses em que ela ficou internada em coma no hospital – e procurou os colegas. O homem cria o menino sozinho desde que a mulher se mudou para a casa de um filho mais velho, de outro casamento, para se recuperar das sequelas de um acidente.
A ocorrência foi registrada na delegacia do Gama Oeste e a fiança foi estipulada em R$ 270. Sensibilizada pelo caso, uma agente pagou sozinha o valor, enquanto os colegas arrecadavam mais dinheiro para comprar mantimentos para o ladrão. Quatro policiais acompanharam o eletricista desempregado até o supermercado, onde compraram arroz, feijão, macarrão, biscoito e itens de higiene
Os agentes acompanharam o homem até a casa dele. “Ele cuida da casa e do menino pela manhã e à tarde vai atrás de bicos, mas não conseguiu nada nos últimos dois meses. A gente sabe que o crime não é certo, mas eu me ponho no lugar. Imaginei a minha filha passando fome.O que eu não faria nessa situação?”, questionou Machado.

Fonte: Diário do Nordeste

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