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4 de maio de 2015

Penitenciária Luis Gonzaga Rebelo usa gansos para ajudar na vigilância e evitar a fuga de presos

A carência de agentes penitenciários em presídios do Piauí é um problema antigo. Na Penitenciária Regional Luis Gonzaga Rebelo, em Esperantina, são criados gansos na tentativa de suprir a falta desses trabalhadores. A explicação é que os gansos emitem avisos sonoros quando há movimentação de pessoas no local, evitando fuga dos detentos. 
Gansos auxiliam segurança na Penitenciária Regional Luis Gonzaga Rebelo(Imagem:Divulgação/ SINPOLJUSPI)
Segundo Vilobaldo Carvalho, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí, a situação de insegurança nos presídios piauienses é insustentável. “É absurdo uma unidade prisional com 900 detentos e seis agentes por plantão. A Secretaria de Justiça sabe desse problema, mas o governo não faz nada. A situação é insustentável”, relatou o sindicalista.
Gansos auxiliam segurança na Penitenciária Regional Luis Gonzaga Rebelo(Imagem:Divulgação/ SINPOLJUSPI)
Segundo Agnaldo Lima, gerente interino da Penitenciária Regional Luis Gonzaga Rebelo, os gansos estão na unidade há mais de dois anos e auxiliam a vigilância. “Foi uma maneira que nós encontramos de ajudar na segurança. No período em que eles estão aqui, nós só tivemos uma tentativa de fuga, quando os gansos alarmaram, os agentes foram até o local e abortaram a fuga. Os gansos são mais baratos do que cães treinados, que seria o ideal”.
Gansos auxiliam segurança na Penitenciária Regional Luis Gonzaga Rebelo(Imagem:Divulgação/SINPOLJUSPI)
Atualmente, a unidade possui 273 detentos, mais de 100 pessoas a mais que a sua capacidade de locação. Apenas cinco agentes fazem a segurança do local, em cada plantão.  



Fonte: GP1

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