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22 de março de 2015

Uma forte aliada na perda de peso

batata doceConsiderada hoje a "queridinha dos atletas", a preferência por batata-doce tem razão de ser. O baixo índice glicêmico deste tubérculo representa maior saciedade e menor velocidade ao se transformar em açúcar no organismo. "A batata-doce libera a glicose no sangue de forma gradual e mais lenta, o que garante energia por mais tempo", explica a nutricionista e membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional, Josiane Spencer.
Esse carboidrato complexo e de baixo índice glicêmico (IG)é um forte aliado para quem deseja manter o corpo em forma ou perder peso. Para os praticantes de atividades físicas, por exemplo, o ideal é consumir no pré treino (de 1 a 2 horas antes), de forma a garantir um nível constante de glicose no sangue.
Se comparada à batata inglesa, a doce possui menos calorias e, devido ao seu baixo IG, tem digestão mais lenta, o que proporciona maior saciedade. Além disto, segundo Josiane Spencer, o consumo deste alimento evita os picos do hormônio (insulina), responsável pelo acúmulo de glicose nas células que posteriormente transforma-se em gordura.
Cascas e folhas
Com propriedades antioxidantes, a batata-doce favorece ainda a prevenção do envelhecimento. Possui o licopeno, um protetor da pele contra os efeitos dos raios UV; o betacaroteno, um precursor da vitamina A; e a vitamina C, que beneficia o sistema imunológico. Vale acrescentar que em sua composição traz minerais como o ferro, o potássio e o magnésio.
O tubérculo também pode ser consumido com a casca e as folhas. Quando cozida com a casca, concentra alto teor de fibras que ajudam a metabolizar os carboidratos. Segundo a nutricionista, a melhor forma é consumir a batata-doce assada com a casca. "A iguaria frita no óleo deve ser ingerida muita raramente devido ao alto valor calórico, além de ter maior concentração de sódio, pois acrescentamos sal na hora ao servi-la".
Quanto às folhas, Josiane Spencer ressalta a grande concentração de fibras e nutrientes, superior inclusive a de outros vegetais folhosos. A batata pode ser consumida refogada, cozida ou em forma de chá com propriedades anti-inflamatórias.
Cultura nutricional
A batata-doce é a raiz de uma planta rasteira, nativa do continente americano, que cresce sem exigir cuidados especiais para o cultivo. Embora seja menos consumida do que a batata inglesa, ela é muito apreciada no norte e nordeste do Brasil.
É cultivada em 111 países, sendo que aproximadamente 90% da produção é obtida na Ásia, apenas 5% na África e 5% no restante do mundo. A China é o país que mais produz, com 100 milhões de toneladas. Pode ser plantada em locais de climas diversos, como o das Cordilheiras dos Andes; em regiões de clima tropical, como o da Amazônia; temperado, como no Rio Grande do Sul e até desértico, como o da costa do Pacífico.
Tipos regionais
É considerada uma cultura rústica, pois apresenta grande resistência a pragas, pouca resposta à aplicação de fertilizantes, e cresce em solos pobres e degradados. Em termos de volume de produção mundial, a cultura ocupa o sétimo lugar, mas é a décima quinta em valor da produção, o que indica ser universalmente uma cultura de baixo custo de produção.
No Brasil, há quatro tipos de batata-doce, que são classificados de acordo com a cor da polpa: batata-branca, também conhecida como angola ou terra-nova, que tem a polpa bem seca e não muito doce; batata-amarela, parecida com a anterior, porém de sabor doce; batata-roxa, com casca e polpa dessa cor, é a mais apreciada por seu sabor e aroma agradáveis, sendo ótima para o preparo de doces; e, batata-doce-avermelhada, conhecida no nordeste do Brasil como coração-magoado. Tem casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados.

Fonte: Diário do Nordeste

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