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6 de janeiro de 2015

O que falta ao Piauí é ser valorizado politicamente



O que falta ao Piauí é ‘valor’ político. Quem negar essa verdade, não tem nenhum interesse em contribuir para que este estado deixe de ser tratado como um ente federativo sem nenhuma importância política. Tudo por causa da nossa fraca representatividade, seja pelo chefe do Poder Executivo, seja pelos nossos parlamentares no Congresso Nacional.

Como pode um estado que em duas décadas elegeu um petista três vezes governador, não ter tido a capacidade de emplacar um ministro sequer, o presidente de uma grande empresa estatal ou de uma autarquia e não ter conseguido atrair nenhum grande projeto ou planta industrial? Isso atende pelo nome de falta de prestigio político.

E como um estado consegue ser tratado com isonomia e respeito pelo presidente (a) de plantão? Com os seus representantes não sendo submissos, invertebrados e pobres coitados. Três das principais características dos nossos representantes políticos, infelizmente.

Lula e Dilma durante as suas campanhas políticas e até mesmo depois de eleitos, vira e mexe estão no Piauí, mas não anunciam nenhuma grande obra para o estado e também não prestigiam este estado indicando um piauiense para um cargo de importância nacional.

E o mais grave de tudo é o papel humilhante desempenhado pela imprensa local que se desdobra em mesuras e salamaleques, toda vez que aporta por aqui a presidenta e até ministro de segunda e terceira classes. O que nos atrapalha e impede o nosso crescimento com estado e pessoas é o nosso eterno complexo de cachorro vira-latas. Um povo subserviente e sem autoestima é o que nós somos.

O que é de se lamentar é que o piauiense não se reconhece na tragédia e está sempre batendo palmas pra maluco dançar ou maluco somos nós a claque?


Fonte: Coluna do Dom Severino / Portal AZ

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