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28 de novembro de 2014

Zé Filho rompe contrato com Banco do Brasil de mais de R$ 300 milhões

Depois do bombardeio que sofreu dos adversários após o início da transição administrativa, o governador Zé Filho vai dar o primeiro soco no seu sucessor na próxima segunda-feira. Ele encaminhará ofício ao Banco do Brasil rompendo unilateralmente o contrato do empréstimo que o Governo do Estado fez com a instituição.
Ao todo, esse empréstimo tem o valor de R$ 599 milhões, dividido em duas parcelas. Desse total, o governador Wilson Martins recebeu R$ 231 milhões, como parte da primeira parcela. O governador Zé Filho receberia mais R$ 69 milhões como parte final dessa parcela, após a prestação de contas dos primeiros recursos liberados.
O Governo do Estado alega que fez a prestação de contas, porém o Banco do Brasil criou todo tipo de entrave para liberar o restante dos recursos, obrigando-o a recorrer à Justiça. Recentemente, o desembargador José Ribamar Oliveira determinou ao BB que creditasse na conta do Governo do Estado os R$ 69 milhões restantes da primeira parcela.
A decisão foi derrubada em seguida por outro magistrado, o desembargador Edvaldo Moura, no julgamento de recurso judicial do banco. Nesta quinta (27) durante reunião com seus secretários, o governador Zé Filho tomou a decisão de rescindir o contrato com o Banco do Brasil, por considerar que uma questão meramente técnica vem sendo tratada de forma política.
Com isso, o Piauí deixará de receber os R$ 69 milhões que estão sendo disputados na Justiça e mais R$ 299 milhões correspondentes à segunda parcela do empréstimo junto ao Banco do Brasil. O financiamento corresponde ao Pró-Desenvolvimento II, resultante de um empréstimo feito ainda no Governo Wilson Martins.
Os recursos destinam-se a obras de infraestrutura, como a duplicação dos acessos a Teresina pelas BRs-343 e 316, o rodoanel da capital, um novo Centro de Convenções e intervenções de mobilidade urbana em cidades do interior. O governador alegará que, diante do desrespeito do Banco do Brasil com o Piauí, não tem mais interesse no financiamento.
Se o novo governo fez gestões para impedir a liberação de recursos desse empréstimo, acabou por prejudicar não apenas a atual gestão, mas também a futura.

Fonte: Com informações do Diário do Povo / 180 Graus

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