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11 de novembro de 2014

Plano irrita Azul e afeta Embraer

A Azul diz que vai cancelar um pedido de US$ 1,9 bilhão com a Embraer caso o novo Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional seja aprovado com as emendas propostas pelo Congresso.
O alvo da discórdia, que tem colocado a Azul e as demais companhias aéreas em lados opostos, é o fim do limite do número de assentos a serem subsidiados.
A proposta original, enviada pelo Executivo por meio de MP, previa subsídios para 50% dos assentos disponíveis, até o limite de 60. O novo texto preserva os 50%, mas não estabelece limites. Assim, aviões com capacidade superior a 120 assentos (caso dos Boeings e Airbus usados por Gol, TAM e Avianca) receberão subsídios por um número maior .
Na proposta original, os subsídios seriam concedidos por tipo de avião e os modelos 170/175 e 190/195 da Embraer receberiam mais subsídios por passageiros do que aviões maiores ou mesmo de menor porte. Dentre as quatro principais companhias do país só a Azul voa Embraer e seria a maior beneficiada.
O texto original não impedia TAM, Gol e Avianca de receberem subsídios. Ele apenas reservava uma fatia maior de recursos por passageiro para aviões do porte dos jatos.
Com a ameaça da Azul de não confirmar um pedido de 30 jatos (modelo E2), as ações da Embraer caíram 4,12% ontem, a maior queda no Ibovespa. A Azul também ameaça cortar voos em 10 cidades até o fim de 2015.

 Fonte: O Povo

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