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11 de novembro de 2014

Idoso de 72 anos é suspeito de tentar aplicar golpe em empresa

Idoso é suspeito de tentar golpe milionário (Reprodução/RBS TV)Um idoso de 72 anos é suspeito de tentar aplicar um golpe em uma empresa gaúcha. Segundo a polícia, ele convenceu os empresários a entrar em um negócio milionário para transportar gás e já tinha recebido R$ 40 mil pelo suposto serviço, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja o vídeo acima).
Na reunião, ele se apresenta como engenheiro e explica que também é consultor técnico, no Brasil, de uma empresa russa que é a maior do setor de gás do mundo. O negócio é ambicioso: trazer, de navio, gás da África para abastecer o nordeste brasileiro.
“Já preparei o recibo, que eu tenho uma série de isenções de acordo com a lei. Estão todas explicadas no recibo”, diz aos empresários.
Somente com taxas de licenças, honorários e viagens, o homem gastou mais de R$ 40 mil em apenas quatro meses. Tudo foi pago pela empresa interessada no serviço.
Entretanto, o negócio milionário com a empresa russa na verdade é um golpe. Ele foi levado para a delegacia depois da empresa gaúcha desconfiar e chamar a polícia. As imagens  foram gravadas por uma microcâmera com autorização do empresário que estava sendo enganado.
O golpista responde a cinco inquéritos, o primeiro deles há mais de 40 anos. São três processos por estelionato, um por falsidade ideológica e outro por falsificação de documentos. Segundo a polícia, ele já foi preso aqui no Rio Grande do Sul e também no Rio de Janeiro. O golpe só foi descoberto porque ele ofereceu os mesmos serviços para uma outra empresa no Paraná. O que Carlos não contava é que os sócios das duas empresas se conheciam.
Segundo a polícia, o idoso realmente sabia bem o que estava falando. Foi ele quem falsificou todos os documentos: o do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, do Inmetro, da Agência Nacional do Petróleo e até do Ministério do Meio Ambiente.
O negócio de trazer gás da África para o nordeste realmente existe e está sendo fechado pela empresa russa. Entretanto, o idoso não é nem engenheiro. Não existe o registro dado por ele no Conselho Regional de Engenharia.
“Não é golpe, porque eu pretendia fazer ele se concretizar junto com a indústria”, defende o suspeito. Entretanto, para a polícia, ele falou que já tinha dado o golpe em pelo menos outras três empresas no Brasil.
“Ele realmente admite e disse que fez esse tipo de golpe porque precisava receber pequenas parcelas de dinheiro. A cada documento falso, ele recebia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil, porque estava passando por problemas de saúde do coração e estava usando o dinheiro pra tratamento”, diz o delegado Luís Fernando Martins de Oliveira.
O homem foi ouvido e liberado. Ele vai responder a mais esse inquérito, desta vez em liberdade.

Fonte: G1

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